sábado, 19 de setembro de 2015

RESENHA: O TRONO DE DIAMANTE

Título: O Trono de Diamante
Série: Elenium #1
Páginas: 408
Autor (a): David Eddings
Editora: Aleph (2015)

Sinopse: "Após dez anos de exílio, Sir Sparhawk, cavaleiro da Ordem Pandion, retorna a Elenia e encontra sua terra natal imersa em sombras. O inescrupuloso Annias, primado da Igreja e membro do Conselho Real, manipula o débil príncipe regente para governar de fato, visando seus próprios interesses. A legítima soberana, Ehlana, acometida por uma estranha doença, jaz adormecida em seu trono, protegida por uma barreira de cristal. Graças a um poderoso feitiço, seu coração ainda pulsa, mas ela não resistirá a menos que uma cura seja encontrada antes que transcorra um ano. Sparhawk parte, então, em uma busca obstinada para salvar sua rainha e seu reino, travando uma luta incessante contra o tempo, as autoridades vigentes e toda sorte de perigos reais e sobrenaturais. Nessa jornada de luz e sombras, ele contará com a ajuda de seus irmãos de armas, de seu escudeiro fiel, de uma feiticeira, de um jovem ladrão e de uma misteriosa menininha, cujas origens são desconhecidas."

O Trono de Diamante, lançado em Agosto desse ano, foi o primeiro livro do gênero Fantasia publicado pela Editora Aleph, que é famosa por seus lançamentos do gênero de Ficção Científica. Grande admirador de Tolkien, o autor David Eddings foi um dos mais bem sucedidos escritores de fantasia do século XX. A Aleph apostou, e eu posso afirmar que o tiro foi certeiro!

No livro somos apresentados a Sir Sparhawk, um cavaleiro da Ordem Pandion, uma das quatro ordens de cavalaria que servem à Igreja, que foi exilado pelo falecido rei Aldreas. Após 10 anos exilado em Rendor, Sparhawk decide voltar para Elenia.

"— Esse é o campeão da rainha — exclamou o segundo guarda. — Nunca fique no caminho dele."

Chegando em Cimmura, uma cidadela de Elenia, Sparhawk toma conhecimento de que a rainha Ehlana, filha do rei Aldreas, foi acometida por uma misteriosa doença que a deixou à beira da morte, sem condições nenhuma de subir ao trono. Dessa forma, Annias, um clérigo da Igreja e membro do Conselho Real que deseja muito mais do que somente o trono de Elenia, colocou seu protegido Lycheas, um jovem de 16 anos e filho da princesa Arissa (irmã do rei Aldreas), como príncipe regente.

Com a saúde precária da rainha e a tentativa de tirar o poder das mãos de Annias para não deixar que seus planos para com o reino se concretizem, um grupo de doze cavaleiros Pandion e a feiticeira styrica Sephrenia tiram a rainha de seu leito, colocando-a em seu trono. Com a ajuda dos doze cavaleiros, a feiticeira realiza um feitiço que envolve a rainha e seu trono em uma barreira de diamante, mantendo-a desse modo viva por um pouco mais de tempo, ou até que a cura para sua doença seja encontrada.

Sephrenia, a feiticeira styrica.

Mais adiante seremos apresentados à Sir Kalten, o cavaleiro Pandion amigo de Sparhawk; Kurik, escudeiro de Sparhawk; Sir Vanion, preceptor da Ordem Pandion; Berit, o noviço aspirante a cavaleiro; Talen, o pequeno ladrão; Martel, ex-cavaleiro Pandion e muitos outros personagens.



Sem mais história, pois corro o risco de contar spoilers e ser fortemente apedrejado! Hahahahaha.


O autor David Eddings nos apresenta um mundo medieval fantástico, onde a magia existe de forma sútil, e nem todos a conhecem.

O autor caprichou no detalhamento de lugares e personagens, tornando dessa forma a construção de seu mundo muito mais fácil para nós leitores.

O continente de Eosia, onde a trama ocorre, nos traz referências a povos já conhecidos por nós, como: vikings, árabes e muitos outros.

Com poucas partes de ação, os pontos fortes do livro são os conflitos políticos, religiosos e raciais que foram muito bem colocados e explorados durante o decorrer da história, tornando tudo muito intrigante, deixando o leitor com aquela ansiedade para descobrir o que acontecerá a seguir.

Na questão da religião, o autor se aprofundou bastante em diversas crenças, onde os elenos acreditam em somente um deus, enquanto outros povos possuem deuses e deusas novos e antigos, muitíssimo poderosos e que podem ser invocados pelo povo que os servem.

Deus styrico Azash e um cavaleiro da Ordem Pandion.

A narrativa é em terceira pessoa, em uma linguagem não muito simplificada, mas também não tão arcaica, com algumas partes de humor, tornando desse modo a leitura gostosa e muito bem fluída.

Vale destacar que o livro nos lembra em todos os sentidos uma Quest Épica de jogos de RPG. Os personagens variam entre Paladinos, Magos, Ladinos e muitos outros.

É uma história que tende a melhorar muito nos próximos livros da série. 

A edição é simplesmente belíssima! A capa chama muito a atenção, a diagramação é excelente, e a editora caprichou (e muito!) na revisão ortográfica!

Estou ansioso para a leitura do segundo livro da trilogia, e espero que Aleph não demore para lançá-lo para nós hahahaha!

Avaliação:

  • O Trono de Diamante - #1
  • The Ruby Knight - #2
  • The Sapphire Rose - #3

11 comentários:

  1. Bom ver a Aleph investir em fantasia, pois pode ser uma grande chance da editora publicar as Crônicas de Amber do maravilhoso Roger Zelazny. O Trono de Diamante já foi para minha lista. Agora seja sincero, essa capa é linda de perto, né? rsrs

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    1. A Aleph já chegou chegando em fantasia, Cassy! Nunca li nada do Roger Zelazny, irei pesquisar por aqui.
      Sim, essa capa é realmente muito linda!
      Abração, Cassy!

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  2. Nunca tinha ouvido falar nesse livro, mas parece-me interessante.
    Penso que aqui em Portugal não esteja publicado.
    Também gostei do seu blogue.

    www.noticiasdezallar.wordpress.com

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    1. Olá, Nuno!
      Bom saber que o blog está sendo visto aí na Europa hahaha.
      O livro é excelente, Nuno! Faltam partes de batalha, mas é como eu disse ali em cima, os conflitos políticos e religiosos compensam bastante essas faltas.

      Um abraço, volte sempre aqui!

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  3. Viva,

    Partilho da ideia da Cassi publicar Roger Zelazny seria uma grande aposta. Penso que não está publicado por cá mas parece bem interessante, a ver se vejo em digital com a malta amiga dai :)

    Abraços

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    1. Duas pessoas falando de Roger Zelazny na mesma postagem... O cara deve ser muito bom!

      Abraços, Fiacha!

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  4. Que resenha espetacular! Depois dessa, não tem como não ler esse livro. Já foi para a lista! É bom que a Aleph invista em fantasia também, quem acaba ganhando somos nós leitores.

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    1. A Aleph gostou tanto de publicar fantasia, que até o Brandon Sanderson com SteelHeart e The Way of Kings estão entrando no catálogo para 2016 e 2017. \O/ (se você visse a minha cara quando eles divulgaram...)

      Que bom que gostou da resenha, Fran. Hahahahaha

      Abraços e volte sempre!

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  5. Olá Philipe. Estava meio indeciso quanto a ler esta série. A lista de leituras está enorme, mas resolvi dar uma chance ao livro depois de ler sua resenha. Fiquei bastante interessado. Parabéns pelo ótima resenha.

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    1. Olá, Fábio!
      Pode colocar na lista sim! Não é O livro, mas é uma ótima leitura, pois envolve tudo que é de praxe em fantasia. Creio que nos próximos volumes o autor tenha explorado mais a parte de batalhas e magias.

      Abraço! Passe sempre por aqui!!

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  6. Depois de muito tempo de olho nesse livro, consegui levar pra casa este ano. Eu tava sentindo muita falta de uma fantasia assim, como você mesmo disse, estilo RPG. Eu sou fascinado com essas andanças de cavaleiros passando por cidades, etc. Ainda estou lendo, mas sempre ouvi muito falar de como Sparhawk era um personagem bem construído, e tudo o mais, mas o que eu vi foi muito melhor: Todos os personagens são muito bem desenvolvidos. Eu não sei explicar como, mas o autor apresenta todos os personagens conforme a leitura vai passando e, sem perceber, o leitor já está familiarizado com todos. Tô achando que vou colocar O Cavaleiro de Rubi logo na sequencia de leitura :D

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