sexta-feira, 1 de setembro de 2017

RESENHA: JOYLAND


Título: Joyland
Páginas: 240
Autor (a): Stephen King
Editora: Suma de Letras (2015)

Sinopse: Carolina do Norte (EUA), 1973. O universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, esperando esquecer a namorada que partiu seu coração. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer.  Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra o trem fantasma. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação, tentando juntar as pontas soltas do caso. O assassino ainda está à solta, mas o espírito de Linda precisa ser libertado - e para isso Dev conta com a ajuda de Mike, um menino com um dom especial e uma doença séria. O destino de uma criança e a realidade sombria da vida vêm à tona neste eletrizante mistério sobre amar e perder, sobre crescer e envelhecer e sobre aqueles que sequer tiveram a chance de passar por essas experiências porque a morte lhes chegou cedo demais.

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Faz bastante tempo que eu não dou as caras, não é mesmo? Mas me digam jeito melhor de voltar que não seja trazendo uma resenha de mais um baita livro do Stephen King? Já enrolei demais sem postar aqui, então não vou enrolar vocês tentando me explicar. Tá na hora da resenha!


Devin Jones é um estudante de Letras que trabalha no refeitório da universidade. No verão de 1973, Devin consegue um emprego de temporada no antigo parque de diversões Joyland, localizado em Heaven's Bay, na Carolina do Norte. Junto de outros jovens que estão trabalhando temporariamente no parque, Devin se torna um "Ajudante Feliz", que é como são chamados os funcionários novatos.

Antes mesmo de iniciar sua jornada de trabalho no parque, antes mesmo até de ser contratado, Devin foi ao local para conhecê-lo melhor e, com isso, conheceu algumas pessoas que trabalham no parque: Lane Hardy, Fred Dean e Madame Fortuna.

"Bate na minha mão se você é pura animação!"

Madame Fortuna, que é uma vidente, diz que à Devin que ele conhecerá duas crianças: uma menina com chapéu vermelho e um garoto com um cachorro. O garoto possui a "visão".


Parques antigos nos Estados Unidos da América sempre têm suas histórias macabras, e Joyland não estava fora do padrão. Devin descobre que há tempos uma garota foi assassinada dentro da Horror House. A garota teve sua garganta cortada e só foi encontrada horas depois de sua morte dentro do brinquedo. O assassino nunca foi encontrado. 

Como se somente essa história não bastasse, há quem alega que o fantasma da garota ainda está na Horror House e, de vez em quando, aparece para alguns visitantes do parque trajada nas mesmas roupas em que foi encontrada morta.

Mesmo com essa história macabra, Devin aceita o emprego e providencia sua estadia em Heaven's Bay na casa da Sra. Shoplaw, uma antiga moradora que lhe conta mais detalhes sobre Joyland e o assassinato que aconteceu no parque.


Em seu primeiro dia como "Ajudante Feliz", Devin conhece Tom e Erin, dois jovens que também estão em empregos temporários. Os três estão na mesma equipe de trabalho, a Equipe Beagle (quase tudo no parque remete-se a cães, e isso é um detalhe que vou deixar para vocês descobrirem quando lerem o livro).

Após uma desilusão amorosa, Dev mergulha em sua rotina de trabalho e começa a ganhar destaque. Até mesmo com a tarefa mais temida por todas: vestir a fantasia de Howie, o Cão Feliz, e animar as criancinhas na vila Wiggle-Waggle. E é em uma de suas aparições que uma das visões de Madame Fortuna acontece.


No caminho que faz para ir ao trabalho, Devin conhece um garotinho chamado Mike e sua mãe Annie. O garoto sofre de uma deficiência chamada distrofia muscular. Sua mãe é superprotetora. O garoto tem um cachorro chamado Milo.

***

O Verão está acabando, e os funcionários temporários precisam voltar para a faculdade. Tom e Erin vão embora, mas Devin decide ficar e trabalhar em período integral no parque de diversões. Após o verão, as visitas ao parque começam a diminuir e os funcionários começam a fazer os diversos serviços de manutenção nos brinquedos.

Dev fica fissurado na história da garota que morreu dentro da Horror House e está doido para ver o fantasma. Além disso, o rapaz começa a se aprofundar cada vez mais nessa história e começa a investigar, por conta própria, o assassinato de Joyland.


Stephen King é o rei e não é só no nome. O cara sabe como contar uma história como ninguém, e Joyland é mais um de seus excelentes livros.

O livro é narrado em primeira pessoa pelo personagem Devin, e não tem alterações de ponto de vista. Devin já está em uma idade avançada e está contando o que de mais marcante aconteceu em seu passado.

"Quando se trata do passado, todo mundo escreve ficção"

Sabemos que King tem um dom especial para construir personagens, mas com Devin esse dom ficou muito mais evidente. Digo isso por mim. Vocês podem não se identificar tanto com o personagem e nem sentir empatia por ele como eu senti, mas não poderão negar que Devin é um personagem muito bem construído.

Joyland, o parque de diversões, acaba se tornando um personagem muito importante no livro (assim como a cidade de Derry em IT: a Coisa). O tempo que Devin e os outros passam no parque, os acontecimentos, é tudo muito bem construído.

A parte do mistério deixou um pouco a desejar. King foca bastante no parque e deixa a parte das investigações um pouco de lado. Faltaram algumas páginas para acrescentar aquele ar de mistério na trama. Não digo que seja absolutamente previsível, mas com um ou dois palpites você já descobre quem fez o que fez.

Agora vem o motivo de eu dar 5 estrelas para esse livro: o final. Eu disse uma vez para alguns amigos que nada poderia superar o final de IT: a Coisa, mas eu estava completamente errado. Joyland é repleto de muitas passagens lindas e tem um final de deixar muitas pessoas aos prantos (me incluam nesse meio!!)

Notei que a minha edição possuía algumas palavras "comidas", mas nada tão gritante assim.

Avaliação: